quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Procurador pede suspensão de Enem até que se adote medidas para avaliação igualitária dos candidatos

O procurador da República Oscar Costa Filho protocolou, nesta quarta-feira (2), Ação Civil Pública, junto à 8ª Vara Federal, contra a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em datas e provas diferentes. A ação pede que o Enem seja suspenso até que se "adote uma providência que não implica uma descoincidência da data da prova de redação".

Oscar defende que a Teoria de Resposta ao Item (TRI) adotada pelo Ministério da Educação (MEC) prevê a isonomia somente na avaliação de questões objetivas, já que se avalia o desempenho dos candidatos na prova, não o número absoluto de itens respondidos corretamente.



Desta forma, candidatos poderiam ser avaliados de forma isonômica mesmo fazendo provas objetivas diferentes, porém a TRI não se aplica à redação. "O exame avalia o índice de dificuldade. Porém a redação não tem isso, o valor dado à redação é um valor absoluto. não é nota de valor relativo".

A Justiça Federal deve se pronunciar ainda nesta semana sobre a ação. Para Oscar, caso o ministério realize a prova nos parâmetros que divulgou na terça-feira, após a divulgação do resultado, candidatos não selecionados poderão entrar com recursos alegando falta de isonomia na avaliação.

Ministério da Educação
 O MEC anunciou, na terça-feira (1º) a realização do Enem em 304 locais de provas devido às ocupações estudantis de escolas, institutos e universidades federais em protesto a medidas que tramitam no Congresso Nacional que, na visão do corpo estudantil, visam a prejudicar o Ensino no País.

O ministério remarcou as provas de 191.494 candidatos para os dias 3 e 4 de dezembro, com prova objetiva e redação diferentes das aplicadas no próximo final de semana para o restante dos candidatos.

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