terça-feira, 3 de janeiro de 2017

1º Banco de Leite Materno da zona norte recebe certificado de excelência em manuseio do aleitamento

Umas das mães que utilizam a estrutura é dona de casa Maria da Paz Lopes Ferreira, 21, do município de Tamboril. Ela acompanha a sua primeira filha, Weslyanne, que nasceu há 23 dias. “Para mim é uma alegria muito grande amamentar filha, mesmo que não esteja sendo da forma convencional, o importante é que aqui ela está tendo o suporte necessário para conseguir se desenvolver”, ressaltou a dona de casa. 

O Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Regional Norte (HRN), da rede da saúde do Estado, recebeu no último dia (16) o certificado de excelência na categoria ouro em manejo do aleitamento materno. O prêmio é concedido pelo Programa Ibero-americano de Bancos de Leite Humano e desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz. São agraciados os bancos que utilizam padrões de segurança e qualidade no manuseio, levando em consideração a coleta, pasteurização e distribuição.

Conforme a Rede Brasileira de Banco de Leite Humano (Rede BLH), são três os critérios para o credenciamento: avaliação dos equipamentos obrigatórios que a unidade deve ter, análise da qualificação dos profissionais que fazem o manuseio do leite materno e avaliação dos indicadores que a rede propõe para os bancos de leite.

Este certificado de reconhecimento dos bancos de leite é dividido em três categorias: bronze, prata e ouro. Não é uma obrigação da Rede BLH se candidatar ao prêmio. “O banco de leite interessado que deve manifestar de concorrer ao prêmio. Agora em 2016 conseguimos efetivar um ano completo de pasteurização. Foi um resultado muito satisfatório como o primeiro banco de leite da Região Norte participar pela primeira vez e conseguir o certificado máximo”, destaca a coordenadora do BLH do Hospital Regional Norte, Samara Andrade.

Para a diretora de processos assistenciais do HRN, Manuela Monte Frota, esse reconhecimento recebido pelo BLH tem um significado especial. ”A equipe multiprofissional vendo fazendo um trabalho ímpar. Em pouco tempo que estamos pasteurizando conseguimos otimizar o tempo em que as crianças recebem o alimento, contribuindo assim, para que elas desenvolvam o bem-estar mais rápido”, disse a diretora.

O leite coletado nas salas de ordenha do hospital é doado para os bebês que, por alguma restrição, não podem ser amamentados de forma convencional, principalmente os prematuros que estão na UTI neonatal.
Thiago Conrado / Assessoria de Imprensa do HRN

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