sexta-feira, 31 de março de 2017

População de Sobral recebe ações no Março Roxo que trata da conscientização sobre a epilepsia

Na noite desta quinta-feira (30), no Boulevard do Arco, foi realizada mais uma edição do Março Roxo, em alusão ao dia 26 de março quando é comemorado no mundo todo o Dia Mundial da Conscientização da Epilepsia. O evento é uma iniciativa que visa a conscientização sobre a epilepsia e os métodos corretos de atendimento a uma pessoa em crise convulsiva. Na ocasião, os estudantes que compõem a a Sociedade Científica de Neurociências de Sobral do Curso de Medicina de Sobral da Universidade Federal do Ceará (UFC) e os estudantes que integram da Liga de Neurociência de Sobral (LINCS) do Curso de Medicina das Faculdades INTA, realizaram uma ação de esclarecimento sobre a epilepsia. O evento foi coordenado pela médica neuro pediatra, Drª Regina Porto, que é professora das duas escolas médicas de Sobral. Durante o momento, os ligantes abordaram os transeuntes esclarecendo sobre a epilepsia, principalmente no que diz respeito ao mito do contágio, uma vez que a epilepsia não é contagiosa, "Contagioso não é a Epilepsia e Sim o Preconceito" tema da campanha pois a epilepsia é como uma outra doença qualquer, tem tratamento e pode ser controlada.
Integração
Na oportunidade, a Profª Regina Porto falou da importância da ação para a população e destacou a integração da atividade conjunta entre os estudantes dos dois Cursos de Medicina de Sobral. "O motivo dessa campanha é para tentar desmitificar a epilepsia. Este mês é considerado o março roxo quando acontecem ações no mundo todo para conscientizar a população sobre o preconceito que existe acerca da epilepsia. Aqui em Sobral, tenho o privilégio de participar das duas ligas de neurociências da Medicina da UFC e do Curso Médico das Faculdades INTA e é importante este momento junto à população e este é o intuito da extensão universitária, o aluno sai da sala de aula e vem até a comunidade orientar à população sobre tema que precisa de muito esclarecimento", ressalta Drª Regina Porto.
 
Origem
o Purple Day ("Dia Roxo") é comemorado no dia 26 de março. O Purple Day teve início em 2008 com a manifestação de uma menina de 9 anos, Cassidy Megan, de Nova Escócia, Canadá, com o objetivo de aumentar a conscientização sobre a epilepsia. A escolha do roxo remete à lavanda, a cor internacional da epilepsia, dado ao fato que a flor lavanda remete a um sentimento de isolamento, solidão, frequentemente vivenciado pelas pessoas com epilepsia.

A epilepsia é a doença neurológica crônica grave mais comum em todo o mundo e afeta todas as idades, raças e classes sociais. Impõe um peso grande nas áreas psicológica, física, social e econômica, revelando dificuldades não só individuais, mas também familiares, escolares e sociais, especialmente devido ao desconhecimento, crenças, medo e estigma. No Brasil, é estimado que existam três milhões de pessoas com epilepsia, sendo que a este número somam-se 300 novos casos por dia. Aproximadamente 50% dos casos de epilepsia tem início na infância e adolescência. As manifestações clínicas das crises podem ser variadas e podem dificultar o seu diagnóstico em alguns casos. O mais comum é a crise convulsiva, na qual a pessoa perde a consciência, cai e se debate.
Neste caso, devem ser afastados objetos que ofereçam risco, deve-se dar espaço para a pessoa respirar, proteger a cabeça da pessoa, posicionando-a de lado. Importante: não dar água, não esfregar álcool ou outras substâncias, não colocar objetos na boca, não puxar a língua (a pessoa não engole a língua); e saber que: a saliva não passa epilepsia, essa doença não é sinal de fracasso na vida, nem castigo de Deus. Eduque as pessoas e transmita essa informação ao próximo, pois "Contagioso não é a Epilepsia e Sim o Preconceito".
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